Toda casa carrega uma história antes mesmo da primeira planta ser desenhada. Com a Casa Cedro, em Jundiaí, não foi diferente: o projeto nasceu de uma conversa simples entre arquitetos e proprietários sobre como eles queriam viver - não sobre como a casa deveria parecer.
O terreno como ponto de partida
O terreno em Jundiaí tinha uma característica marcante: um declive suave e a presença de árvores nativas de grande porte, entre elas um cedro centenário que acabou nomeando o projeto. Em vez de remover a vegetação para simplificar a implantação, optou-se por desenhar a casa em torno dela. O cedro se tornou o eixo visual do projeto, visível a partir da sala principal, da varanda e até do quarto do casal.
Um programa pensado para o cotidiano real
Antes de qualquer traço, houve um processo de escuta: como a família usava os espaços no dia a dia, quais ambientes recebiam mais luz ao longo do ano, onde aconteciam as refeições informais, onde ficavam os momentos de silêncio. Esse levantamento definiu a lógica de implantação - os ambientes sociais voltados para o jardim e a vista do cedro, os dormitórios protegidos em uma ala mais reservada, com menor exposição solar direta no período da tarde.
Materialidade e clima
Jundiaí tem um clima com variações relevantes ao longo do ano, e isso influenciou diretamente as escolhas construtivas. Grandes beirais foram desenhados para proteger as esquadrias de vidro da insolação direta no verão, enquanto a orientação da casa favorece a entrada de luz baixa no inverno. Os materiais - concreto aparente, madeira natural e pedra local - foram escolhidos tanto pela estética quanto pelo comportamento térmico ao longo do dia.
O resultado: uma casa que envelhece bem
Mais do que um projeto fotogênico, a Casa Cedro foi concebida para amadurecer com o tempo. A madeira ganha pátina, o concreto se acomoda à paisagem, e o cedro segue crescendo ? literalmente - ao lado da família que escolheu construir sua vida ao redor dele.
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